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Onde encontrei Deus

A verdade? Eu nunca acreditei na existência de Deus – pelo menos não nos modos tradicionais de crer. Um bom senhor sentado num trono de mármore, rodeado de arcanjos e querubins, flutuando em nuvens tão brancas quanto o mais puro algodão, num êxtase eterno. Isto estava para mim como o coelho da pascoa, Papai Noel ou o Mickey Mouse. Pura fantasia insustentável. Continuar lendo Onde encontrei Deus

O Amor Genuíno

Imagine uma mãe.

Seu filho está grande e pretende mudar-se para outro pais, muito distante. Ela, que a vida toda teve-o por perto, até o presente momento ao alcance dos seus cuidados, sente-se profundamente triste pela separação mas sabe que não pode impedi-lo de fazer aquilo que os filhos foram feitos para fazer: ir embora.

A questão é, ela o deixara de amar? Não, isto não vai acontecer. Apesar da saudade, dos dias sem um telefonema e dos anos que se passaram até que ele volte e visite-a, talvez por algumas semanas, para depois desaparecer por outros logos anos. Mesmo assim, ela o amara. Você se pergunta, “que tipo de amor é esse?”

Este é o amor genuíno. Continuar lendo O Amor Genuíno

Vira-Latas

Vamos falar sobre desejos.

Eventualmente encontro alguém que nutre profundamente o instinto materno quanto o pai que brinca com o filho num banco de praça esquecendo-se do resto do mundo que o observa. Tantos homens quanto mulheres desejam ser pais. Digo até ser isto algo comovente.

Mas muito também indago sobre essa vontade.

As respostas costumam ser as mesmas. “quero dar todo o meu carinho a alguém”. “Quero ter alguém para transmitir o que aprendi”. “Quero cuidar de alguém”. “Quero alguém que valha a pena”. Infinitas são as respostas, nenhuma me convence “ser amor o que deveras sentes”, diria o poeta. Continuar lendo Vira-Latas

O Primeiro Capítulo

Este é um sonho antigo que o medo nunca me permitiu dar inicio.

Quem de nós, blogueiros, não sonha em compilar os nossos melhores textos e tentar publica-los? No entanto, vem o medo da critica, da rejeição, da dura verdade que talvez nunca venhamos a ser um Saramago, um Amado da vida e deixamos de lado esse sonho bobo.

Se você escreve, você entende o que quero dizer. Mas então o que eu faço, desisto? Quem nos dera haver essa possibilidade na vida de um escritor. Se houvesse, Hemingway não teria metido um tiro na boca.

não há volta para viajantes de outras dimensões como você e eu. Não sabemos mais viver nesse mundo maluco chamado realidade. Precisamos de aventura, fantasia e amor incondicional que brota como uma ideia tola e constrói vidas em frações de segundo e que precisamos dar vida no papel pois transborda para fora do imaginário. o papel é a porta que abrimos para que os dois mundos se encontrem e as palavras são as chaves que oferecemos aos leitores.

essas pessoas vivem em nós e querem sair. E a angustia de aprisiona-las me corroí tanto quanto o medo de descobrir que não sou o próximo na fila do Nobel. Eu sempre vive da seguinte forma: Prefiro arrepender-me do que fiz e não do que deixei de fazer

então aqui está o primeiro capítulo de uma historia. Aproveitem, sejam gentis e que Deus me ajude.

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Era Uma Vez…

 

O Rei urgiu.

– Ordeno que o Mago seja chamado para contar-nos um de seus milhares de contos. E antes que o bobo girasse nos calcanhares e cumprisse o mandar de seu Mestre, o brilho das velas que iluminavam as festanças flamejaram como tochas, cegando a todos com intenso calor e luz que imanaram.

Subitamente minguaram, revelando a figura negra e sombria diante do trono real. O Mago. Continuar lendo Era Uma Vez…