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Essa Musica Me Lembra…

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Ninguém pode negar o poder devastador do tema de musical de Titanic (2000). Nem sei quantos baldes chorei até hoje ao som de My Heart Will Go On. E é só começar a ouvi-la que vem a triste lembrança de como o Jack morreu traiçoeiramente nas águas geladas do oceano porque Rose estava precisando de um pouco de espaço na relação deles… se é que você me entendeu?

“Que poder místico é esse que a musica consegue criar sobre nossos sentimentos, atos e percepções? Como uma única canção pode nos perseguir pela vida toda e transportar para lembranças que achávamos esquecidas a muito tempo? Seria a musica algo tão importante assim para a nossa vida? Bem, isso e muito mais você verá hoje no Globo Repórter…”

Trocadilhos a parte, não consigo disser nenhuma canção que não arremeta a algum lugar, pessoa ou momento da minha vida. Algumas realmente tristes de se ouvir, outras um balsamo, mas todas são um pedaço dessa trilha sonora da minha vida. Não existe um mistério sobre isso senão o fato de associarmos nossos hits preferidos à algum momento marcante em que a ouvimos e isso se tornou algo inesquecível. Exemplo é a musica Just The Way You Are do cantor Bruno Mars. Foi a primeira coisa que ouvir quando conheci meu atual namorado, logo, toda vez que a ouço, do lado da letra, está grampeada a foto dele. Outro caso é a Musica Eu Quero Sol Nesse Jardim do Catedral que sempre será uma recordação muito feliz do dia que conheci a cidade de Santa Teresa, aqui no Espírito Santo.

Mas elas também podem trazer momentos tristes à tona. Ouvir Hero da Mariah Carey trás a tona a morte de uma pessoa muito querida para mim. Mas isso não quer dizer que ela seja uma canção melancólica. Acredito que ela seja a melhor recordação de alguém.

O importante nisso tudo é saber quais momentos você quer “ouvir” novamente. Como musicas que passam por um processo de repaginação, reviva certas fases da vida de novo, regrave algumas coisas e aprenda a viver sem ficar se remoendo por dentro enquanto o CD Player fica rodando a mesma melancólica canção que lembra o ex-namorado.

O bom da vida é que podemos mudar sempre a nossa trilha sonora por novos hits, até mesmo uma coletânea.

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I Am Here (2010)

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O legal de curtas metragens é a sua objetividade em expressar sentimentos.

O filme “Eu Estou Aqui” (“I Am Here” 2008) é comovente e envolvente nos seus breves 30 minutos de duração, nos transportando para ideia de quão mecanizados somos.

Viver a vida de forma programada e monótona tornou-se a rotina de qualquer pessoal que esteja inserida no contexto social contemporâneo. Vivendo as obrigações diárias como um computador que precisa ser ligado e desligado todos os dias após processar as milhões de informações a qual é predestinado sem ao menos refletir sobre seus sentimentos e angustias.

Acredite, somos tão maquinas quanto uma cafeteira. Temos peças, sistemas, software e um dia vamos quebrar e seremos jogados fora. E onde esta a cor da vida nisso tudo?

Bem, quando fomos criados alguém teve o bom senso de instalar um programa que nos daria a capacidade de tomar certas decisões em cima dos dados que coletamos. Podemos chamar esse programa de consciência, um complexo sistema a ponte de nunca conseguirmos entende-la por completo, mas saberíamos o que fazer com ela – claro, ela fora criada para isso!

Vamos propor um teste inicial para sabermos se as atualizações foram devidamente instaladas. “Então, conscientemente, o que você precisa fazer hoje para encontrar a felicidade?” Sei que seu processador já esta trabalhando em cima dessa ideia, desse pensamento. Muitas imagens correm pela sua cabeça. Lembranças, momentos, desejos. De algum tempo e logo a resposta surgira entre os bilhões de megabytes que transitam de um lado para o outro no seu córtex central. “Então essa é a sensação de estar vivo?” Reprogramar-se. Modificar sua programação e evoluir, tornar-se diferente e sair do comodismo monótono do cotidiano de “ser só mais um”.

E logo uma luz se acende e um pequeno rolo de papeis surge. Respostas! Questionar nossa existência, a vida no seu sentido é a única forma de nos diferenciar de outros mecanismos do universo. A capacidade de se reconhecer como indivíduos nos torna mais especiais, e ao mesmo tempo responsáveis, por tudo ao nosso redor.

E por isso, você descobriu que não é só mais uma maquina pelo simples fato de poder sonhar… Se você quiser.

Sinopse

Adaptado a partir do livro de Shel Silverstein, o filme se passa em Los Angeles e conta a história de dois robôs que se apaixonam, ele é um pacato bibliotecário e ela uma jovem cheia de energia e vontade de se aventurar.