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O Primeiro Capítulo

Este é um sonho antigo que o medo nunca me permitiu dar inicio.

Quem de nós, blogueiros, não sonha em compilar os nossos melhores textos e tentar publica-los? No entanto, vem o medo da critica, da rejeição, da dura verdade que talvez nunca venhamos a ser um Saramago, um Amado da vida e deixamos de lado esse sonho bobo.

Se você escreve, você entende o que quero dizer. Mas então o que eu faço, desisto? Quem nos dera haver essa possibilidade na vida de um escritor. Se houvesse, Hemingway não teria metido um tiro na boca.

não há volta para viajantes de outras dimensões como você e eu. Não sabemos mais viver nesse mundo maluco chamado realidade. Precisamos de aventura, fantasia e amor incondicional que brota como uma ideia tola e constrói vidas em frações de segundo e que precisamos dar vida no papel pois transborda para fora do imaginário. o papel é a porta que abrimos para que os dois mundos se encontrem e as palavras são as chaves que oferecemos aos leitores.

essas pessoas vivem em nós e querem sair. E a angustia de aprisiona-las me corroí tanto quanto o medo de descobrir que não sou o próximo na fila do Nobel. Eu sempre vive da seguinte forma: Prefiro arrepender-me do que fiz e não do que deixei de fazer

então aqui está o primeiro capítulo de uma historia. Aproveitem, sejam gentis e que Deus me ajude.

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Até Mais, e Obrigado Pelas Críticas!

au-revoir

O telefone tocou enquanto eu terminava mais um post no blog. Era Jessy ligando-me e era impossível não atende-la, uma velha amiga.

– No que posso lhe ser útil, amiga?

– Cris, tem um cara detonando com você e seu blog no facebook? – disse ela com o habitual ar sínico, sua marca registrada.

Por alguma razão isso não me preocupou tanto quanto poderia à alguns anos atrás, quando o simples sorriso de alguém enquanto explicava um trabalho para a classe toda poderia me lançar num abismo de vergonhas e horror.

***

A Critica é uma velha conhecida.

Durante muito tempo mantive dentro de mim, ideias, pensamentos, sonhos e talentos aprisionados por medo da opinião pública. Isso limitou muito quem eu viria a ser nos próximos anos, atrasando meu autoconhecimento pela tolice de ouvir demais algumas pessoas ou pelo o que poderia ser dito.

Todos têm esse medo do que possam achar de nós. Medo de ser alvo dos comentários maliciosos na escola, os murmurinhos no banco de trás na igreja e os dedos apontados no meio da rua. É algo terrível ser o centro das atenções, alem do mais, visto como um idiota bancando o macaco de circo.

Mas afinal de contas, o que você acha de si mesmo?

A nossa opinião sempre fica abaixo de qualquer outra. Nunca temos certeza do que iremos fazer se essa coisa for algo a mercê do que os outros irão achar. E isso é errado!

A nossa escolha, o nosso pensamento tem de ser o primeiro a ser relevado, criando um crivo por onde passaremos perguntas como: “Eu gosto disso? Isso me torna feliz? Independente do que acharem, vou sempre continuar em frente?”. Isso não é um “Achismo” descontrolado, é a simples valorização de quem você é realmente. Não ter limites e ser indestrutível as criticas negativas, de único proposito de nos manter no fundo do poço, calados e quietos.

Mesmo cheio de erros, defeitos e manias, faça o que bem entender, somente não prejudique ninguém e respeite o desejo dos outros de ser o que eles desejam ser. No demais, seja alguém sem limites!

***

– Cris, você ainda está ai? – Acabei me esquecendo da jessy no telefone por alguns segundos.

– Sim, amiga! – disse eu voltando do transe – Bem, isso é bom, pelo menos tenho outro novo leitor dos meus erros diários!

E rimos daquela ironia.