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Enfim, Férias!

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Enfim, férias!

Passei muito tempo esperando por esse mês de calmaria e descanso tão merecido. Contando os dias e as horas ate o momento de bater o ponto e disser até mais aos amigos, “vejo vocês em março!”.

E o ritual começa. Nos próximos dias acordar tarde, tomar café da manha na hora do almoço, assistir vários filmes, passear pela cidade enquanto todos estão no batente, não ter pressa e ir dormir da uma da manhã. Dedicar mais tempo aos projetos interrompidos, escrever mais para o blog e passar muito tempo na companhia de todos os amigos que neguei a atenção, meus amados livros.

Parece legal, não é mesmo?

No entanto, isto é só o prospecto da primeira semana. Não estamos acostumados a tanta mordomia e tanto tempo livre. Somos criaturas funcionais e precisamos viver algo mais importante do que o simples momento de marasmo de trinta dias ociosos. Logo nos lamentamos por estar em casa sem fazer nada, sozinhos, e até mesmo sentindo saudade do movimento frenético do trabalho que tanto amamos odiar.

Fiquei pensando sobre isso nessa ultima semana de fevereiro e conclui que nestas férias trabalharei em muito daquilo que venho negligenciando, fazendo pouco caso. Colocarei em pratica tudo o que venho adiando pela desculpa de não ter tempo. Darei um novo rumo na vida, fecharei o saldo devedor comigo mesmo e sentirei o alivio de ter feito tudo o que pude para tornar março um mês inesquecível.

Mas hoje ficarei na cama. Amarrotando os lençóis, agarrado no travesseiro, fingindo dormir e fazer jus aos primeiros dias preguiçosos que virão dessa minha revolução particular. Porque, Afinal de contas, estou de férias!

Cloud Atlas (2012)

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O que é o destino?

Hoje durante o almoço discutíamos o fato de o meu tablet ter caído das mãos da minha irmã. O humor flácido do meu outro irmão não se conteve ao dar uma resposta nada original.

– Acidentes acontecem! – disse-me ele.

– Acidentes não acontecem. Eles são premeditados pelo destino. – Repliquei, ficando depois refletindo sobre essas palavras. Curiosamente lembrei-me sobre um filme no computador e resolvi assisti-lo. “Cloud Atlas”, numa tradução livre para o português seria “Nuvem de Atlas”, mas na ingênua ideia do marketing brasileiro, escolheram o titulo “A Viagem” para uma melhor compreensão do publico. Mas existe uma relação entre a nuvem e o destino. Durante todo o filme nos confrontamos com diversas historias, em diversos tempos unidos por atos, ideias e pessoas. Todas interligadas e unidas como uma nuvem.

Quando olho para o céu, imagino como é regida sua força. Como as moléculas de chuva se prendem umas as outras? Não é necessário ser um cientista para compreender essa correlação. Uma força, esse é o segredo.

Cada peça no emaranhado invisível de conexões do universo está, por mais louco que pareça ser a sua localização, no correto lugar. Imagine-se qual seria a sua peça, o seu lugar no universo. Quantas vezes você foi a chave, o caminho, o condutor ou conduzido nessa regência. Não estamos aqui por acaso. Não precisamos acreditar em deuses para compreender, algo nos move e indica, inconscientemente às vezes, a direção e motivos a seguirmos. Para essa circunstância, não existe bem ou mal, somente o propósito.

É muito complicado ficar imaginando isso. Mas talvez a queda do meu tablet tenha sido a porta a se fechar dentro da minha mente e abrir outra para cogitar o porquê de acidentes serem caprichos do Destino. O que você acha?

Um bom domingo pra você!

Sinopse

Seis histórias que, apesar de ocorrerem em épocas e países distintos, possuem uma interligação. No século XIX, Adam Ewing (Jim Sturgees) é um advogado enviado pela família para negociar a comprar de novos escravos. Ao retornar para casa, ele salva um escravo, Autua (David Gyasi), que está fugindo de Henry Goose (Tom Hanks), um médico que o envenenou.

Em 1930, o jovem e talentoso compositor Robert Frobisher (Ben Whishaw) ajuda o também compositor, e já idoso, Vyvyan Ars (Jim Broadbent). Durante o trabalho, Robert encontra uma crônica escrita por Ewing em um jornal em meio aos livros de Ars.

Em 1970, a jornalista Luisa Rey (Halle Berry) conhece Rufus Sixmith (James d’Arcy) quando o elevador em que ambos estão quebra. Tempos depois, ele a procura para revelar que estão encobrindo uma série de falhas no projeto de construção de um reator nuclear.

Nos dias atuais, Timothy Cavendish (Jim Broadbent) é dono de uma pequena editora, que lançou um livro que dificilmente dará retorno financeiro. Entretanto, a situação muda quando o autor do livro mata um de seus críticos, tornando-se uma celebridade instantânea.

Coreia do Sul (agora chamada de Nova Seul), futuro. Sonmi-451 (Donna Bae) é um clone que trabalha em um restaurante fast food. Ela foi programada para realizar todo dia as mesmas tarefas, sem manifestar qualquer reclamação, mas a situação muda quando outro clone acaba, sem querer, despertando-a sobre sua existência.

Futuro. Nova Seul foi tragada pelas águas há 100 anos, o que fez com que o local viva uma realidade pós-apocalíptica. Nesta época vive Zachry (Tom Hanks), o líder de uma tribo que venera Sonmi como se fosse uma deusa. Sua vida muda quando Meronym (Halle Berry), que integra um grupo evoluído chamado Prescients, lhe pede para viver com sua tribo.