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Onde encontrei Deus

A verdade? Eu nunca acreditei na existência de Deus – pelo menos não nos modos tradicionais de crer. Um bom senhor sentado num trono de mármore, rodeado de arcanjos e querubins, flutuando em nuvens tão brancas quanto o mais puro algodão, num êxtase eterno. Isto estava para mim como o coelho da pascoa, Papai Noel ou o Mickey Mouse. Pura fantasia insustentável. Continuar lendo Onde encontrei Deus

Vira-Latas

Vamos falar sobre desejos.

Eventualmente encontro alguém que nutre profundamente o instinto materno quanto o pai que brinca com o filho num banco de praça esquecendo-se do resto do mundo que o observa. Tantos homens quanto mulheres desejam ser pais. Digo até ser isto algo comovente.

Mas muito também indago sobre essa vontade.

As respostas costumam ser as mesmas. “quero dar todo o meu carinho a alguém”. “Quero ter alguém para transmitir o que aprendi”. “Quero cuidar de alguém”. “Quero alguém que valha a pena”. Infinitas são as respostas, nenhuma me convence “ser amor o que deveras sentes”, diria o poeta. Continuar lendo Vira-Latas

O Primeiro Capítulo

Este é um sonho antigo que o medo nunca me permitiu dar inicio.

Quem de nós, blogueiros, não sonha em compilar os nossos melhores textos e tentar publica-los? No entanto, vem o medo da critica, da rejeição, da dura verdade que talvez nunca venhamos a ser um Saramago, um Amado da vida e deixamos de lado esse sonho bobo.

Se você escreve, você entende o que quero dizer. Mas então o que eu faço, desisto? Quem nos dera haver essa possibilidade na vida de um escritor. Se houvesse, Hemingway não teria metido um tiro na boca.

não há volta para viajantes de outras dimensões como você e eu. Não sabemos mais viver nesse mundo maluco chamado realidade. Precisamos de aventura, fantasia e amor incondicional que brota como uma ideia tola e constrói vidas em frações de segundo e que precisamos dar vida no papel pois transborda para fora do imaginário. o papel é a porta que abrimos para que os dois mundos se encontrem e as palavras são as chaves que oferecemos aos leitores.

essas pessoas vivem em nós e querem sair. E a angustia de aprisiona-las me corroí tanto quanto o medo de descobrir que não sou o próximo na fila do Nobel. Eu sempre vive da seguinte forma: Prefiro arrepender-me do que fiz e não do que deixei de fazer

então aqui está o primeiro capítulo de uma historia. Aproveitem, sejam gentis e que Deus me ajude.

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Dharma e a Janela

Cat in a Window

As coisas andam ruim.

Uma grande crise nos ronda como uma fera selvagem à espreita, entre as sombras, pronta para atacar quando sacarmos a carteira do bolso e pagarmos as comprar do mês. Pelas ruas, pessoas murmuram como as coisas andam caras, como antigamente comprava-se muito mais com muito menos e que vai fica ainda pior. Um suspiro longo e lastimo pontua o fim da frase. Continuar lendo Dharma e a Janela

Um Lugar Seguro

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“Dedico cada respiração a Ela, uma flor de aço”.

Por volta dos meus sete anos, perdi o movimento das pernas.

Tenho algumas poucas lembras desta época, apesar de ser uma das passagens mais marcante de minha vida e não compreendendo bem o que acontecia, quero aqui escrever sobre ela.

Foram dias difíceis. Lembro vividamente da dor causada pelas crises reumáticas, do terrível tratamento com benzetacil, um antibiótico intramuscular que muitas pessoas devem conhecer. Ele era ministrado quatro vezes por semana em mim. Lembro dos hematomas em forma de mordidas nos braços e pernas de minha mãe, que compadecida do meu sofrimento pelo tratamento, deitava-me de bruços sobre seu colo e não se importava de sentir a mesma dor que eu. Continuar lendo Um Lugar Seguro