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GATTACA – Experiência Genética (1997)

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Há algum tempo eu nada fui. Depois fui uma estrela. Depois um planeta. Fui um animal. Uma pessoa, logo outra e outra. Hoje sou eu, mas até quando?

Procuro uma forma que me defina e de sentindo para a palavra desigual. Nada é igual, mas tudo já foi algo um dia.

Acho pouco definir pessoas por cores, por costumes, culturas, religiões. Ser classificados por sua carga genética é o mesmo que definir uma estrela por sua posição no universo. Disser-lhe que é pequena somente por estar longe demais dos nossos olhos. Mas se nos aproximarmos um pouco, veremos diante de nossa ínfima proporção a magnitude de um astro, solitário, distante.

Enquanto assistia “Gattaca”, mergulhei nas inúmeras opiniões que se formam ao meu redor sobre quem somos. Observo como todos especulam sobre “quem somos” quando só escuto questionamentos sobre coisas tão metamarfas e instáveis quanto nossos corpos e vidas. “Quem somos”, não se define em algo material. “Quem somos” pode transcender o imaginável. “Quem somos” não é possível ser entendido. “Quem somos” é algo alem do moral.

Mas então, “quem somos”?

Bem, talvez essa resposta esteja no ciclo. Um dia fui uma estrela, um planeta, um animal, um homem e hoje sou eu, que um dia será um planeta, uma estrela e depois nada mais. Em algum lugar, a resposta exista, ou talvez não.

Sinopse

Num futuro no qual os seres humanos são criados geneticamente em laboratórios, as pessoas concebidas biologicamente são consideradas “inválidas”. Vincent Freeman (Ethan Hawke), um “inválido”, consegue um lugar de destaque em corporação, escondendo sua verdadeira origem. Mas um misterioso caso de assassinato pode expôr seu passado.

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O Amor, a Fome e o Vento

fome de amor

Tem horas dos dias que eu acho que poderia comer um cavalo de tanta fome. Isso é um aspecto comum meu. Isso sempre tem àquela hora certa para começar, lá pelas onze da manhã começa o rosnado furioso do estomago. Corro escada a baixo, bato o ponto no trabalho e fujo pela rua à fora sofrendo tristemente os vinte minutos que me separam do bem aventurado almoço do meio dia numa caminhada longa até em casa. Isso, por mais chato que seja, é uma rotina diária para mim. Algo que tento me acostumar apesar dos pesares. Mas, sofrer por amor, isso também é algo que se tornou rotineiro para cada um de nós?

Às vezes pego-me pensando em uma forma de descrever o que é o amor, ou, qual a finalidade dele. No entanto, muitos outros viveram e morreram procurando objetividades para descrever de forma minuciosa esse sentimento e, no entanto, ainda não entendemos como tudo começa, se desenvolve e termina. Só sabemos que é uma necessidade, uma fome da alma que não acaba e é impossível conviver, sem sacia-la, para sempre.

Existe uma questão interessante, porém, que eu gostarei de explanar junto de você, algo que me passou pela cabeça quando – de forma descontraída – caminhava com uma amiga pelos corredores da empresa.

– Então, você quer se casar? – indagou-me ela. – Jurar amor eterno?

Essa pergunta me fez pensar no tempo que venho namorando Rodrigo, sobre os altos e baixos, momentos maravilhosos e turbulentos que passamos juntos e não tive a menor duvida da minha resposta:

– Claro que sim! Afinal de contas, preciso de alguém que passe as minhas camisas. Sou péssimo com o ferro de passar! – Respondi descontraído, mas com a certeza de que havia algo sério naquela pergunta.

Sobre o fato de jurar amor eterno, respondi que todo amor é eterno e único. Como se fosse o oxigênio que orbita a terra e se manifesta na forma de vento manso ou uma turbulenta tempestade. Assim é amor às vezes, suave e constante, ou, feroz e passageiro. Contudo, sempre é amor.

Saber que amo alguém é não permanecer inerte, omisso. É preciso manifestar-se, tentar manter a direção que ele sopra e não temer seus vendavais. É saber que se tem fome e mesmo assim ser paciente, porque um dia todos seremos saciados.