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Deus No Banco Dos Réus (2008)

deus no banco dos reus

Que sentido há no sofrimento? Que motivos racionais e justos podemos assimilar a esse sofrimento?

Na mais simples das perguntas: qual é motivo de passarmos por tudo que passamos?

Milhões de crianças morrem todos os anos na áfrica por fome, AIDS e guerra. Que culpa elas carregam? Seria justo atormentar os filhos pelos pecados dos pais? Uma mulher pode ter selado todo o futuro da humanidade e, por mais puro e sincero seja o meu coração, ainda assim, eu sou pecador pelo único fato der ser humano? Deus é justo ou tem parte dos erros nesse processo?

Se pudéssemos criar um tribunal onde deixássemos de lado nossas crenças e temores, assim, pelo único motivo de nos ater aos fatos, seria possível entender como nosso vinculo “criatura/Criador” realmente nos guia pelos séculos, sondando as nossas e as vontades desse Criador, num contexto onde veremos como isso nos beneficiou e quais foram os pontos em que tudo deu errado, quando o trato fora quebrado e por quais motivos isso veio acontecer? Poderíamos assim encontrar o réu desse processo e julga-lo?

“Deus no banco dos réus” é uma historia mítica fundada nas perguntas que habitam o nosso interior mais profundo. Por que humanamente, duvida e o questionamento são duas das primícias humanas. Divino ou não, a verdade é maior que qualquer Deus e precisamos conhecê-la a todo custo, mesmo que a moeda de troca seja as nossas almas.

Garanto que antes do termino, a sua opinião terá se reforçado de alguma forma com essa obra prima do dialogo filosófico.

Será Deus culpado por quebrar o seu pacto com a raça humana?

Sinopse

Traz a lenda de que prisioneiros judeus em Auschwitz fizeram um julgamento no qual Deus é o réu e o seu crime é de não ter mantido o seu pacto com eles. Um físico, um fabricante de luvas, rabinos, um professor de direito e pelo menos um criminoso, além de outros, analisam a história bíblica e a real e, também as suas experiências pessoais tentando chegar a um consenso: Deus é inocente ou culpado?

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Na Natureza Selvagem (2007)

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A vida é uma grande viagem!

Então porque nos contentamos em ficar sentados na beira da estrada observando tudo passar?

Um dia eu me fiz essa pergunta e a única resposta foi o “medo”. Temos medo de nos aventurar, de procurar as verdadeiras respostas e conquistar nossos verdadeiros sonhos. A vida é selvagem e precisamos desbrava-la. Enfrenta-la e pegar o que é nosso por direito. Isso é inspirador.

***

Acredito na vida de Christopher McCandless, desde o momento em que coloquei minhas mãos no livro escrito pelo jornalista Jon Krakauer, relatando os dois anos de peregrinação de Chris. E após ler o ultimo capitulo de sua vida eu me apaixonei por ele. Tornara-se meu herói, meu irmão e meu eu. Compartilhava da mesma experiência de abandonar tudo que havia de familiar na vida e percorrer a minha própria natureza, e sobreviver. Sim, ele sobreviveu, seu espírito sobrevivera a toda maldade e horror de um mundo caótico, onde paz se refugiara no único lugar onde o homem não tem poder, “Na Natureza Selvagem”.

***

Agora, depois de anos, resolvi assistir o filme baseado na historia da biografia de Christopher McCandless. Achei estupendo, perfeito e muito fiel. Realmente, uma linda historia.

Você precisa assistir!

Sinopse

Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após dois anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

Django Livre (2012)

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Sempre gostei dos filmes do Tarantino. Primeiro, porque ele, como também Mel Gibson, não poupa na violência. No entanto, Tarantino faz a coisa ficar divertida, porque sabe construir um roteiro fora da realidade de tudo que podemos imaginar. É pra isso que é feito o cinema, não é mesmo?

E depois de quase um século sem assistir um bom faroeste (bem abrasileirada essa expressão americana) consigo ver reunidos fatores que me deixaram apaixonado por  “Django Livre”.

Primeiro, a reunião dos meus atores preferidos deixou tudo melhor. Estrelado por Jamie Foxx, Christoph Waltz e Samuel L. Jackson, fez a perfeita harmonia, pouco ofuscada pela atuação medíocre de Leonardo DiCaprio, mas reforçada pela sempre esperada presença de Quentin Tarantino, que de longe foi o protagonista da cena mais chocante do filme e redeu inúmeras das minhas gargalhadas.

Não posso deixar de comentar a trilha sonora. Conseguir unir musica italiana, hip hop e os clássicos do Far West americano num único filme, e não pecar, é algo a se creditar.

Para os fãs de “Um Drinque No Inferno”, “Kill Bill”, “Pulp Fiction”, “Bastardos Inglórios” e toda a loucura de QT, assita o mais rápido possível “Django Unchained”. E não se esqueça, é “Django”, com “D” mudo.

Sinopse

Django (Jamie Foxx) é um escravo liberto cujo passado brutal com seus antigos proprietários leva-o ao encontro do caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Schultz está em busca dos irmãos assassinos Brittle, e somente Django pode levá-lo a eles. O pouco ortodoxo Schultz compra Django com a promessa de libertá-lo quando tiver capturado os irmãos Brittle, vivos ou mortos.

Ao realizar seu plano, Schultz libera Django, embora os dois homens decidam continuar juntos. Desta vez, Schultz busca os criminosos mais perigosos do sul dos Estados Unidos com a ajuda de Django. Dotado de um notável talento de caçador, Django tem como objetivo principal encontrar e resgatar Broomhilda (Kerry Washington), sua esposa, que ele não vê desde que ela foi adquirida por outros proprietários, há muitos anos.

A busca de Django e Schultz leva-os a Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), o dono de “Candyland”, uma plantação famosa pelo treinador Ace Woody, que treina os escravos locais para a luta. Ao explorarem o local com identidades falsas, Django e Schultz chamam a atenção de Stephen (Samuel L. Jackson), o escravo de confiança de Candie. Os movimentos dos dois começam a ser traçados, e logo uma perigosa organização fecha o cerco em torno de ambos. Para Django e Schultz conseguirem escapar com Broomhilda, eles terão que escolher entre independência e solidariedade, sacrifício e sobrevivência.

Cloud Atlas (2012)

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O que é o destino?

Hoje durante o almoço discutíamos o fato de o meu tablet ter caído das mãos da minha irmã. O humor flácido do meu outro irmão não se conteve ao dar uma resposta nada original.

– Acidentes acontecem! – disse-me ele.

– Acidentes não acontecem. Eles são premeditados pelo destino. – Repliquei, ficando depois refletindo sobre essas palavras. Curiosamente lembrei-me sobre um filme no computador e resolvi assisti-lo. “Cloud Atlas”, numa tradução livre para o português seria “Nuvem de Atlas”, mas na ingênua ideia do marketing brasileiro, escolheram o titulo “A Viagem” para uma melhor compreensão do publico. Mas existe uma relação entre a nuvem e o destino. Durante todo o filme nos confrontamos com diversas historias, em diversos tempos unidos por atos, ideias e pessoas. Todas interligadas e unidas como uma nuvem.

Quando olho para o céu, imagino como é regida sua força. Como as moléculas de chuva se prendem umas as outras? Não é necessário ser um cientista para compreender essa correlação. Uma força, esse é o segredo.

Cada peça no emaranhado invisível de conexões do universo está, por mais louco que pareça ser a sua localização, no correto lugar. Imagine-se qual seria a sua peça, o seu lugar no universo. Quantas vezes você foi a chave, o caminho, o condutor ou conduzido nessa regência. Não estamos aqui por acaso. Não precisamos acreditar em deuses para compreender, algo nos move e indica, inconscientemente às vezes, a direção e motivos a seguirmos. Para essa circunstância, não existe bem ou mal, somente o propósito.

É muito complicado ficar imaginando isso. Mas talvez a queda do meu tablet tenha sido a porta a se fechar dentro da minha mente e abrir outra para cogitar o porquê de acidentes serem caprichos do Destino. O que você acha?

Um bom domingo pra você!

Sinopse

Seis histórias que, apesar de ocorrerem em épocas e países distintos, possuem uma interligação. No século XIX, Adam Ewing (Jim Sturgees) é um advogado enviado pela família para negociar a comprar de novos escravos. Ao retornar para casa, ele salva um escravo, Autua (David Gyasi), que está fugindo de Henry Goose (Tom Hanks), um médico que o envenenou.

Em 1930, o jovem e talentoso compositor Robert Frobisher (Ben Whishaw) ajuda o também compositor, e já idoso, Vyvyan Ars (Jim Broadbent). Durante o trabalho, Robert encontra uma crônica escrita por Ewing em um jornal em meio aos livros de Ars.

Em 1970, a jornalista Luisa Rey (Halle Berry) conhece Rufus Sixmith (James d’Arcy) quando o elevador em que ambos estão quebra. Tempos depois, ele a procura para revelar que estão encobrindo uma série de falhas no projeto de construção de um reator nuclear.

Nos dias atuais, Timothy Cavendish (Jim Broadbent) é dono de uma pequena editora, que lançou um livro que dificilmente dará retorno financeiro. Entretanto, a situação muda quando o autor do livro mata um de seus críticos, tornando-se uma celebridade instantânea.

Coreia do Sul (agora chamada de Nova Seul), futuro. Sonmi-451 (Donna Bae) é um clone que trabalha em um restaurante fast food. Ela foi programada para realizar todo dia as mesmas tarefas, sem manifestar qualquer reclamação, mas a situação muda quando outro clone acaba, sem querer, despertando-a sobre sua existência.

Futuro. Nova Seul foi tragada pelas águas há 100 anos, o que fez com que o local viva uma realidade pós-apocalíptica. Nesta época vive Zachry (Tom Hanks), o líder de uma tribo que venera Sonmi como se fosse uma deusa. Sua vida muda quando Meronym (Halle Berry), que integra um grupo evoluído chamado Prescients, lhe pede para viver com sua tribo.

As Vantagens de Ser Invisível (2012)

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Durante uma parte da minha vida, enquanto todos dormiam, eu caminhava por ai.

Despertado sempre à uma hora da manhã, vestia minhas roupas, colocava minha jaqueta, pulava o portão e, ligando o mp3 o mais alto possível, ganhava as ruas escuras da cidade.

Medo? Do que deveria ter medo? Que mal há no mundo tão grande a temer?

O silencio da noite, o voo rasante da ave noturna e o vazio eram a companhia perfeita para quem procura o sentido da vida. Era assim que eu conseguia perceber a vida, pensar nos seus mistérios, todos infinitos para mim. compreender a minha insignificância, aceitar a minha mortalidade. A vida é muito rápida e por isso é tão linda. Então porque temê-la?

Mas a cada noite, a cada passo pelo mundo novo oculto pela escuridão, era um passo longe a outros mistérios. Não podemos ter todas as respostas, temos de escolhê-las e viver intensamente. Foi assim que fiz o caminho de volta, distanciando-me da solidão. Ela já havia consumido muitos anos da minha vida. Percebi isso quando tentei desistir da vida e alguém não deixou. Não estou falando de Deus. Refiro-me a alguém mais carnal.

Um amigo de olhos pequenos nunca desistira de mim.

Por ele, resolvi continuar minha caminhada. Continuo vendo o mundo por trás dessa película ilusória de realidade e enxergando dentro das pessoas aquilo que a de melhor nelas. Algo que nos torna infinitos. O Amor.

***

Foi assim que me senti hoje ao ver o filme mais lindo desse ano. “As Vantagens de Ser Invisível” é o ultimo filme que obrigo a você assistir nesse fim de ano. Dica: tenha bons e bobos amigos por perto, e certifiquece que eles são a melhor “pior influência” em sua vida.

Sinopse

Charlie (Logan Lerman) é um jovem que tem dificuldades para interagir em sua nova escola. Com os nervos à flor da pele, ele se sente deslocado no ambiente. Seu professor de literatura, no entanto, acredita nele e o vê como um gênio. Mas Charlie continua a pensar pouco de si… até o dia em que dois amigos, Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), passam a andar com ele.