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Uma Lição De Amor (2001)

i am sam

O que é preciso para amar?

Eu juro que pensei em muitas coisas inteligentes para responder essa pergunta. Mas às vezes nem sempre são as respostas mais especiais as mais certas, ou as corretas as mais deslumbrantes. O que precisamos para amar é uma grande pergunta de um simples pensamento. Esse é um segredo que nos esquecemos com o passar do tempo, como nós lembrar do amor. Nem sei a ultima vez que pensei sobre o assunto. Acho que foi há muito tempo atrás. Antes de conhecer a mim mesmo e antes de me tornar uma pessoa retardada. Sim, realmente acho que todos os adultos são estúpidos. E que de vez em quando fujo da minha própria estupidez e me mistura no meio das pessoas realmente “espertas”. Costumamos chama-las de “especiais” porque são diferentes de nós, mas não sabemos o porquê. Isso tanto faz, porque elas sabem.

A palavra especial tem muitos significados, mas a minha preferida é a expressão “única”. Pessoas especiais são especiais realmente. Sabem, a sua forma, ser únicas por toda vida.

Afinal, quem não conhece alguém assim?

Porque elas emanam amor, mesmo quando sofrem, porque disso que elas são feitas. Amor. Porque gente especial gosta de ir ao parque, gosta de ser feliz, não inventa tristezas e obrigações. Tentam, erram e esta tudo bem. Não existe algo para remoer em seus corações. Não conhecem o medo, a maldade ou a ingratidão. Não precisam disso pra viver. E somente os retardados, como eu, preferem ser sempre importantes para os outros antes de serem para si próprio. E esse diferencial as torna diferentes.

Essa é a verdade. Para amar é preciso ser diferente, ser especial e único. As vezes ter dificuldade em se expressar, caminhar ou viver. Mas sempre ser feliz. Pensamos que não, mas o amor da conta de tudo sozinho, e o resto é idiotice, coisa da nossa cabeça deficiente e retardada que não ouve o coração quando ele quer falar. No final, acho que é “Uma Lição De Amor” aprender a ser como eles.

Sinopse

Sam Dawson (Sean Penn) é um homem com deficiência mental que cria sua filha Lucy (Dakota Fanning) com uma grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz 7 anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão.

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Encontrando o Perfeito Amor

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Existe uma certa euforia agarrada a esperança de encontrar a pessoa certa. Todo mundo espera pelo dia no qual irá, finalmente, encontrar o verdadeiro amor, alguém perfeito e que nos faça feliz, não é mesmo?

Tenho pena de pessoas assim.

Não foi uma única vez somente que encontrei alguém refletido sobre as inúmeras qualidades que esperam encontrar em alguém para se sentirem atraídos e apaixonados.

“Quero alguém que me entenda, me ouça. Alguém que fale de coisas legais e seja educado. Uma pessoa capaz de perceber quando estou triste, zangado, alegre ou com medo pelo simples mudar do meu sorriso. Que me faça rir muito, seja um bobo romântico, cheio de gracinhas para sempre cuidar da minha felicidade. Alguém decido, para cuidar de mim e de meus problemáticos ‘pitis’. Enfim, não precisa ser perfeito, só precisa ser assim.”

E não importa qual seja o repertorio romântico por trás dessas palavras banhados de sentimentalismo, olhinhos brilhantes e mãozinhas suadas, eu sempre irei fazer a mesma pergunta:

– E você, é essa pessoa que desenhou? – Isso se torna desconcertante e destrói completamente a fantasia de qualquer pessoa. Não faço isso somente por prazer. Tento tirar essas pessoas desse conto de fadas errôneo e lançar-lhe uma luz sobre essa maça podre que é sonhar sem raciocínio.

Quando desejamos encontrar alguém que nos complete não percebemos que somos também o inverso disso tudo e esquecemos-nos de nos perguntar: “eu sou o sonho de alguém? Romântico, educado, alegre e fascinante?”. Podemos mentir para os outros, mas sabemos no fundo que a resposta é “não”. Primeiro, porque alguém mágico não existe. Que corresponda a todas as expectativas. Quem amamos sempre vai nos magoar, mentir e nem sempre entender. Mesmo assim, vai saber a hora de ser sincero e correr atrás de todos os prejuízos e tentar concerta-los. Amar não é ser sempre assertivo, é errar, errar e errar até conseguir acertar.

E em segundo lugar, não desenhamos o que queremos, pelo contrario, formulamos quem desejamos ser. Sonhar com o príncipe encantado é nada mais do que nosso desejo reprimido de ser alguém que não conseguimos e então vivemos da ultima esperança, encontrar alguém que seja o que não somos e nos apaixonar por isso, como se fosse uma inveja amorosa. Enquanto isso, deixamos oportunidades passarem, pessoas fugirem e não temos coragem de tentar ser um sonho para alguém.

Acredite, quando você parar com esse bestarol desenfreado de acreditar na fada madrinha e não acorda pra vida, começar a viver como quem deseja amar um dia, com certeza perdera a oportunidade de encontrar esse certo alguém por que você estará muito ocupado sonhando.

E não se esqueça, ele – ou ela – pode não ser perfeito, mas pelo menos vai ser alguém real.